Ao que parece Marina Silva quer cozinhar a galinha velha em fogo brando com Aécio. Para apoiar o mineiro no segundo round, ela faz uma série de exigências para o seu programa (diga-se perdido) de governo que talvez convertam ao dele.
Jogou no colo do mineiro uma resposta à suas proposituras, como se o flete tivesse partido dele e não dela
Ocorre que as incongruências de Marina mais que gritantes a fizeram sair esfacelada do trator petista, coisa difícil de recuperar. Ninguém nega a ultra violenta surra que levou durante sua campanha, mas convenhamos que se deixou levar.
Nesse ínterim, a confiança do seu eleitorado ficou extremamente minada, o que de certa forma ajudou na ida de Aécio ao segundo turno numa lavada de 35% dos votos.
Quem perdeu com isso? a própria Marina por suas escolhas. Em 2010 para defender sua ideologia de monja da floresta, deixou seus eleitores órfãos, ao não se posicionar politicamente, preferindo o conforto da neutralidade no segundo turno. Uma falha que lhe rende e renderá amargos frutos.
Se pretende repetir a dose agora não se sabe. O que se observa através dos noticiários são as exigências que a sonhática expôs a Aécio em troca do apoio pessoal uma vez que os partidos da sua coligação já estão com o mineiro.
Ora, é nítido que o apoio é necessário, mas não imprescindível. Se Marina resolver o caminho da neutralidade, de um jeito ou de outro o eleitor decidirá. O prejuízo neste caso para Aécio será bem menor do que para ela.
Marina foi bombardeada pelos seus oponentes justamente por não defender uma posição política, por mudar de lado constantemente e isso o eleitor não perdoa pois para ele significa falta de postura. Deixar mais uma vez seu eleitorado sem um norte é irresponsável e perigoso pois o limbo político é certo como dois mais dois. Neste caso, Marina, apoiar é preciso e urgente!
By Carla Luts
